Branca de Neve ou a filha do pai dela

Porque o meu sangue é seu,

ouço suas palavras, todas.

E quando já não está mais lá,

sua ausência ainda diz coisas.

Sussurradas no meu sangue

que é teu.

Que sou eu.

Mas a boca, como a dela.

Mas os olhos, como os teus.

E se não sei nada de mim,

se sou eu, você, ou ela,

se sou eus.

Fecho os olhos e te sinto.

Aberta a boca, eu te ouço.

O sangue que corre sou eu,

mesmo quando corro longe.

A boca, que é dela, também fala.

O sangue, também dela,

escorre.

Você, ausência,

ela cala.

Você,

ausência em mim,

não morre.

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